Seu Adalberto dá dicas de como aproveitar a vida de aposentado - IPC - INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DE CARIACICA

Seu Adalberto dá dicas de como aproveitar a vida de aposentado

 

Definitivamente, a idade e a aposentadoria não são obstáculos para a vitalidade e o alto-astral de seu Adalberto Figueira. Com 90 anos e aposentado desde 2003 como fiscal de obras, ele divide sua rotina entre produção e restauração de imagens, pintura de quadros e fabricação de vinagre de maçã caseiro. Católico fiel, também é atuante há 55 anos nos trabalhos do Santuário do Bom Pastor, situado em Campo Grande, bairro em que reside. Como se não bastasse toda essa energia, sempre que pode, participa dos eventos do IPC e faz visitas esporádicas ao Instituto.

O aposentado revelou que, “desde que se entende por gente”, é ativo desse jeito. “Nunca fui um sujeito pacato. Com 14, 15 anos, já dava aulas de catequese. Em 1974, participei da criação do Grupo Escoteiro Loren Reno, do bairro Cruzeiro do Sul, e, por seis anos, coordenei o Clube de Forró Asa Branca, de Campo Grande. Além de supervisionar o clube, aproveitava, obviamente, para dançar, mas, mais valsa, meu ritmo musical predileto. Só parei de dançar, devido a um problema de saúde.”

 

Com relação à produção artesanal de seu Adalberto, essa sempre foi contínua, mas, após a aposentadoria, em 2003, ela foi intensificada. Em 2011, também foi introduzida em seu repertório a fabricação de vinagre de maçã caseiro. Ao ser indagado se percebia essas atividades como trabalho ou hobby, o aposentado foi breve na resposta. “Nem um nem outro. Faço tudo para que fique de lembrança para a minha família e influencie outras gerações, principalmente os idosos”, afirmou.

 

 

 

Idosos esses que podem estar aposentados ou próximos de se aposentar. Questionado sobre como servidores inativos podem ocupar o tempo livre, Adalberto deu as seguintes dicas. “Sem ocupação, o aposentado só fica vendo TV, forçando a vista, e, muitas vezes, torna-se viciado em bebida alcóolica ou em jogo. Sai de manhã de casa, vai para o bar e só volta à noite. Assim, não foca seu pensamento na arte, na espiritualidade e na família. Esses elementos podem fazer toda a diferença para que ele não fique deprimido e tenha mais qualidade de vida após a aposentadoria”, refletiu.

 

História de vida

Nascido em 1928 na localidade de Sumidouro, atual município de Vargem Alta, foi alfabetizado pelo pai, José Pedro, assim como seus cinco irmãos. Na época, a região em que morava possuía pouca infraestrutura e não contava com escolas. A consciência que Adalberto adquiriu com os estudos fez com que ele se atentasse mais para a situação de seu povoado. Assim, liderou um movimento para conseguir verba junto ao Governo do Estado, visando à construção da primeira escola de Pombal, localidade próxima à Sumidouro. De acordo com o aposentado, o colégio existe até hoje na região.

A ação em prol do próximo retornou para Adalberto em forma de amor e de oportunidade de emprego. Em 1963, conheceu a, então, jovem Anna Chirley Callegari, no distrito de São José de Fruteiras, casou-se e teve três filhos: Paulo Humberto; Penha Shirlei e Rosimere. Nesse mesmo ano, recebeu também uma proposta de trabalho da extinta Braspérola e veio morar com a família em Campo Grande.

Atuou durante oito anos na fábrica de tecidos e mais oito na Viação Itapemirim, até ser convidado pelo prefeito da época para trabalhar na Prefeitura de Cariacica, onde permaneceu até se aposentar, em 2003.

Catorze anos após a aposentadoria, o seu Adalberto recebeu um certificado de homenagem da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales) pela contribuição ao desenvolvimento de Cariacica, na sessão solene de comemoração dos 127 anos do município.

 

 

Primeira escultura produzida por Seu Adalberto, em 1999: a imagem do Bom Pastor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem de Frei Galvão, produzida em 2007.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pintura da Igreja Matriz do Bom Pastor (atual Santuário do Bom Pastor).

 

 

 

 

 

 

 

 

Seu Adalberto entre duas pinturas: a da esquerda, retrata um passeio de cavalo que ele fez em Ibitiruí, distrito de Alfredo Chaves; e a da direita, é a representação de uma paisagem de Cachoeiro de Itapemirim.

 

 

 

 

 

 

Quadro do Convento da Penha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pintura da casa onde morava em Sumidouro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quadro do Santo Adalberto: Adalberto tirou uma foto da imagem que seu avô, Pascoal Vanini, trouxe da Itália para a igreja de Sumidouro, e produziu essa pintura em alto-relevo. O nome do aposentado foi uma homenagem ao santo.

 

 

 

 

 

 

 

Escultura do Papa João Paulo II, produzida em 2012. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seu Adalberto segurando o certificado de homenagem que recebeu em 2017 em sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, pela contribuição ao desenvolvimento de Cariacica. Ao fundo, a imagem de Nossa Senhora das Graças, ainda em processo de restauração.

Data de Publicação: quinta-feira, 24 de maio de 2018

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