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Data de publicação: 21 de junho de 2023
Fotos: Divulgação
Créditos: Raissa Milfont
Na quinta-feira (22), servidores do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Cariacica (IPC) participaram do I Fórum Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas, no Centro Cultural Frei Civitella, em Campo Grande. O evento realizou palestras com especialistas que discursaram sobre a relevância do combate e da erradicação das drogas.
A prevenção ao uso de drogas, quando analisada superficialmente, pode parecer um tema afeto apenas a atividades de saúde, educação e assistência social. No entanto, ela tem um alcance muito mais amplo do que se pode inicialmente projetar. O uso de drogas interfere diretamente na vida laboral do servidor público, podendo levá-lo a uma inabilitação cognitiva comprometendo sua capacidade. Nos casos mais avançados e específicos, à aposentadoria por invalidez. Outras vezes, o contato com as drogas se dá na aposentadoria, quando o indivíduo chega à terceira idade.
O capitão Leonardo Stein, Coordenador Estadual do Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência (Proerd) e um dos palestrantes do Fórum, enfatizou que a droga é um problema transverso, multifatorial e complexo, sendo o trabalho preventivo realizado com crianças e jovens o que gera uma possibilidade para a conscientização acerca do problema.
O presidente do Conselho Municipal da Saúde, Hudson Vassoler, foi responsável pelo tema “Participação do Controle Social nas Políticas Públicas” e, a todo tempo, lembrou da humanização dos tratamentos aplicados aos pacientes. Para isso, ressaltou a frase amplamente dita pela médica Nise da Silveira. Dra. Nise foi uma psiquiatra alagoana considerada a pioneira na utilização de tratamentos humanizados para pacientes com transtornos mentais.
Nos anos 30, a médica percebeu a melhora dos pacientes ao colocá-los em contato com expressões artísticas e animais domésticos durante o tratamento, e era totalmente contra os tratamentos violentos. Ela dizia: “O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com a outra. O que cura é a alegria. O que cura é a falta de preconceito”.
Participaram do I Fórum Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas a analista previdenciária Maira Costa e a controladora interna previdenciária Raissa Milfont.