Utilize o teclado para navegar, com Ctrl + nº da tecla
Ctrl + 1 (menu) Ctrl + 2 (conteúdo) Ctrl+ 3 (busca) Ctrl + 4 (mapa) Ctrl + 0 (acessibilidade)
Fonte: Centro de Valorização da Vida - CVV
Data de publicação: 14 de setembro de 2023
Fotos: Comunicação IPC
Créditos: Alcione Coutinho
O Setembro Amarelo surgiu com a ideia de quebrar tabus, reduzir estigmas, estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda. A campanha é um movimento de conscientização sobre a prevenção do suicídio que foi idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência a essa luta.
Ao longo dos anos, tem sido possível observar uma evolução na conscientização da sociedade como um todo em relação ao assunto, com quebra de tabus e a abertura para se conversar abertamente sobre suicídio em diferentes ambientes sociais, como dentro da família, nas empresas, imprensa e poder público.
As razões para o suicídio podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.
A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção.
Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente 32 pessoas por dia tiram a própria vida. Surge então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e alinhada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.
Mas, como ajudar? Podemos ficar atentos ao isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda.
A ajuda pode vir de um amigo, parente, colega de trabalho ou escola, professores, ou alguém que está próximo a quem precisa e também de entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV). No CVV, os voluntários são treinados para conversar com pessoas que estejam passando por alguma dificuldade e que possam pensar em tirar sua vida.
Para conversar com um voluntário, basta ligar para o telefone 188, que é gratuito e funciona 24 horas. Também é possível mandar um e-mail ou falar pelo chat, que podem ser acessados pelo site www.cvv.org.br.
Idosos
No caso da população idosa, alguns determinantes são de extrema relevância quando trata-se desse tema. Segundo a psicóloga Lidimara Fraga Reis, compreender o sofrimento psíquico amplia as possibilidades de prevenção e intervenção para além da terapêutica individualizada e medicamentosa. Isso evidencia a necessidade de fortalecimento da rede de saúde mental com políticas que promovam qualidade de vida para a população.
Segundo ela, viabilizar redes relacionais onde a pessoa idosa sinta se incluída socialmente permite a ressignificação de conceitos, de laços afetivos e da autoestima, promove a saúde mental e atua prevenindo o suicídio em idosos.
"Manter atividades prazerosas, lazer, alimentação saudável, boas relações, atividades físicas e intelectuais favorece o equilíbrio em qualquer fase da vida", pontua a psicóloga.