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Como ser um avô ou avó feliz em 2025? O segredo está no equilíbrio

Data de publicação: 25 de julho de 2025
Fotos: Comunicação IPC
Créditos: Joviana Venturini


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Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, ser uma pessoa idosa ganhou novos significados. Longe de representar o fim da linha, essa etapa tem sido marcada por descobertas, autocuidado e novas formas de se relacionar — especialmente com os netos. No dia 27 de julho é comemorado o Dia dos Avós e o Instituto de Previdência dos Servidores de Cariacica (IPC) traz uma reflexão: é possível ajudar na criação dos netos sem que isso seja um peso?

A psicóloga Juliana Nascimento Lucas Ramalhete, doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que o vínculo entre avós e netos é, para muitos, uma experiência de amor renovado. Sem as pressões típicas da criação dos filhos, muitos avós relatam viver uma espécie de “parentalidade mais leve”. Mas, quando essa convivência vira rotina de cuidados em tempo integral, o que era leve pode se transformar em peso.

“Ser avô ou avó feliz em 2025 é, acima de tudo, saber estabelecer limites saudáveis. É amar sem anular a própria vida. É essencial que os avós participem da vida dos netos, sim, mas sem se sobrecarregar. Eles devem reservar tempo para si mesmos, cultivando hobbies, amizades e cuidados com a saúde física e mental”, afirma a psicóloga.

A presença dos avós é um pilar afetivo e cultural na vida das crianças. “No entanto, é importante lembrar que a responsabilidade legal e cotidiana pela educação deve ser dos pais. Quando essa divisão se desequilibra, surgem o cansaço, o estresse e até o adoecimento dos avós”, detalha.

Outro ponto crucial é o recorte de gênero. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres seguem como principais cuidadoras das famílias.

“Esse papel central de cuidadora foi socialmente atribuído exclusivamente às mulheres e se perpetua inclusive na velhice. Muitas avós assumem funções de cuidado em tempo integral, abrindo mão de sua autonomia sem perceber — o que sobrecarrega e reduz sua liberdade”, analisa Juliana Nascimento.

Por isso, o convite para os avós de 2025 é: vivam o amor pelos netos com intensidade, mas não abram mão de vocês mesmos. Ou seja: é possível colaborar na criação e no cuidado com os netos, mas não se esquecer de viver a própria vida.

“Ser avó ou avô feliz é também ser inteiro — emocional, física e socialmente. A dica é buscar um equilíbrio afetivo e funcional. Netos precisam de exemplos de adultos felizes e realizados. Quando os avós cuidam de si, também estão cuidando da família como um todo”, finaliza a psicóloga.

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